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Tremores de terra atingem o município de Santana do Acaraú

Na manhã deste domingo (5), a cidade de Santana do Acaraú, na região Norte do Ceará, sofreu tremores de terra que assustaram os moradores locais. Não foram registradas ocorrências de pessoas feridas ou outros danos.
De acordo com Francisco das Chagas Brandão Melo, chefe do Núcleo de Defesa Civil do Estado, as magnitudes devem ser confirmadas nesta segunda-feira (6) pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que monitora os abalos sísmicos da região.

De acordo com relatos dos moradores, os dois tremores aconteceram por volta das 5h48 e das 8h45, com mais intensidade nas comunidades de Paus Brancos e Lagoa do Serrote. Outros moradores sentiram os abalos também na Zona Urbana.
“Podemos afirmar que os tremores de terra são comuns no Ceará. A maioria é provocada pelas falhas geológicas que existem no Estado. Em 2008 aconteceu uma atividade sísmica de 4.3 graus que até Fortaleza sentiu. Em Irauçuba, em 1981, a terra já tremeu com magnitude de 4.8 graus. Temos um olhar mais apurado em relação àquela região”, conta Brandão.
De acordo com Eduardo Menezes, técnico do Laboratório de Sismologia da UFRN, em 2008, já foram registrados mais 3.000 tremores na região Norte do Ceará. O mais forte deles foi em Sobral, no ano seguinte, atingindo 4.3 graus, causando rachaduras em estruturas de concreto e derrubando móveis em residências e comércios. O tremor atingiu uma área de 200 quilômetros de raio, chegando a afetar cidades do litoral cearense, como Fortaleza.
Por serem comuns, a Defesa Civil busca orienta os moradores sobre como agir em situações como essa, realizando palestras, questionários e um trabalho intenso de divulgação para fazer com que a comunidade conviva com os tremores de terra.
“A população não pode fugir do seu lugar comum. Você passou a vida morando lá, não adianta fugir. A população tem que conviver com aquilo e saber o que fazer antes, durante e depois do tremor de terra. O tremor é um fenômeno recorrente e imprevisível. Se ele não é previsível e ele retorna, a comunidade tem que ser preparada pelo enfrentamento”, acrescenta Brandão.
Fonte: DN

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